Um passado e um presente só de glórias: Há 104 anos nascia o futebol arte.

“[...] E na Rua do Rosário, nasceu a glória de ser santista...

O mais nobre relicário, um sonho idealista, a nossa primeira conquista...”

O futebol chegou ao Brasil em 1894, quando Charles Miller desembarcou no cais santista após voltar da Europa com duas bolas de futebol na mala, as primeiras que chegaram ao país. Mas, somente após 18 anos, nasceria aquele que faria o futebol brasileiro um dos melhores do mundo, aquele que se tornou referência no futebol arte, na ousadia, no futebol moleque, em revelar talentos, em conquistar títulos, quebrar tabus e conseguir o improvável.

Na tarde de 14 de abril de 1912, nascia o Santos Futebol Clube.

O nome escolhido para o time foi uma sugestão de um dos 39 homens presentes na reunião de fundação e aprovada por todos como uma homenagem para a cidade que tanto amavam.

(Divulgação/Santos FC)

O primeiro jogo oficial da equipe santista ocorreu apenas em 15 de setembro de 1912, contra o Santos Atlhetic Club, conquistando também sua primeira vitória por 3x2. Este foi apenas o pontapé inicial de uma história gloriosa.

O começo desta história teve seus altos e baixos, como tudo que é novo possui. Mas aos poucos, conquistando o seu espaço, a equipe santista mostrou sua capacidade de se recuperar em situações difíceis e de se reinventar.

Conhecido como o berço do futebol, dono de um estádio mágico e de um DNA ofensivo sem igual, o Santos contribuiu – e muito – para o crescimento do futebol brasileiro, principalmente nas décadas de 50/60/70, mais conhecida como “A era de ouro” do futebol brasileiro e do Santos Futebol Clube, quando a equipe revelou para o mundo, um jovem jogador que seria considerado no futuro o “rei do futebol” por todos os feitos incríveis e mais de mil gols com a camisa alvinegra. Além disso, nestas décadas, o Santos foi considerado o maior clube do século XX nas Américas e fez o que nenhum outro clube mesmo depois de 104 anos conseguiu fazer: parar uma guerra.

(Acervo Histórico do Santos FC)

O futebol arte apresentado pelo alvinegro desde seus primórdios fez com que se tornasse referência mundial, ainda mais com o inesquecível ataque dos sonhos formado por Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, uma geração de “Meninos da Vila” bi campeões do mundo que serviu e ainda serve de exemplo para todos que vestem o manto alvinegro.

Os anos se passaram, diversos craques fizeram história, diversos títulos chegaram à Vila Belmiro, mas também tivemos uma época em que os títulos não vieram, um período que durou 18 anos.

De 1984 até 2002, o Santos não conquistou um título de expressão, o que para os santistas que acompanharam este período era algo que incomodava bastante. Ser santista naquela época era realmente uma questão de amor!

(Imortais do Futebol)

Porém, o torcedor santista durante o ano de 1995 teve suas esperanças renovadas com a chegada de Giovanni, que sem dúvidas, foi o maior destaque daquele time desacreditado que se sagrou vice-campeão nacional após protagonizar partidas históricas, como a semifinal, sendo considerada uma das maiores viradas do futebol brasileiro e na final, por ter sido prejudicado assumidamente pelo árbitro da partida. Mesmo com a perda do título foi a partir daí que as coisas começaram a mudar.

Em 2002 uma nova geração de “Meninos da Vila” surgiram, com destaque para Diego e Robinho que junto com a experiência de Elano, Renato, Léo e cia conquistaram o 7º título brasileiro do alvinegro praiano. 2 anos depois, o 8º título Brasileiro seria conquistado pelo clube.


(Blog Contando História 1977)

Se reinventando sem perder sua essência, a partir de 2010 o Santos voltou a surpreender com uma nova safra de meninos. Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas na Vila Belmiro o raio cai duas, três, quatro, cinco... O que muda apenas é o nome dos craques, desta vez, Neymar e Ganso. Ambos junto com Dorival Jr fez muitos jornalistas e historiadores compararem seu desempenho ao Santos da época de Pelé, um futebol ousado, que partia pra cima sem medo, goleador e irreverente.

Com esta nova geração, conquistamos a América pela 3ª vez em 2011.

(Globo Esporte)

Durante os últimos 5 anos, comemoramos seu centenário, vimos ídolos que juravam amor à camisa simplesmente darem as coisas ao clube que sempre o ajudou, conquistamos títulos, enfrentamos uma das maiores crises e má gestão que já tivemos em nossa história, quebramos tabus, mas nunca deixamos a nossa grandeza de lado.

(Esporte UOL)

Bem aventurados aqueles que podem ter a honra de vestir o manto alvinegro, torcer, apoiar, gritar, cantar... Vestir o manto Alvinegro te traz as mais loucas e incríveis sensações, mas não pense que isso acontece com todos, muito pelo contrário... É apenas para os escolhidos!

O Santos Futebol Clube é uma obra divina repleta de uma magia sem igual, e isso pode ser evidente ao olhar sua história cheia de feitos incríveis e inalcançáveis até hoje.

Manter em quase 104 anos um DNA ofensivo e a tradição de ser berço de craques é algo para poucos... Ou melhor, é algo que apenas o Santos Futebol Clube consegue.

Aos que desmerecem sua história, saibam que esta equipe foi quem deu forças para que o futebol brasileiro evoluísse e fosse mundialmente conhecido. Aos que nos chamam de "viúvas de Pelé", grande tolos, pois sem dúvidas gostariam de bater no peito e dizer que torcem para o time do Rei, e relembrar isso é motivo de orgulho... Mas de "um orgulho que nem todos podem ter".

“É POR VOCÊ QUE EU DEDICO A MINHA VIDA,

É POR VOCÊ QUE EU DEDICO O MEU AMOR,

É POR VOCÊ QUE EU TORÇO TODO DIA.

VAMOS À LUTA, EU TE AMO, MEU SANTOS!”
 

104 ANOS DE FUTEBOL ARTE.

Carolina Ribeiro