Um santo que quase foi maior que Jesus... Quase! Não fosse o 'milagre' da bola que resvala e entra no último minuto. Mas o Palmeiras não pode viver apenas de fé. Há muito o que corrigir e a hora é agora!

Palmeiras x São Bento Leandro Almeida (Foto: Alan Morici/Framephoto/Estadão Conteúdo)

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O Palmeiras vacila e deixa escapar a vitória em casa contra o São Bento, pela segunda rodada do Paulistão. O time começou muito bem, ofensivo e impondo velocidade no seu ritmo de jogo.

Logo aos 6 minutos, Barrios, de cabeça, amacia uma bola para os pés de Robinho, que presenteia Gabriel Jesus com um passe perfeito. O jovem craque só teve o trabalho de arrumar e bater. Um belo gol, que colocou o Verdão em vantagem.

Nos minutos seguintes, o time ainda continuou com bom desempenho, chegando algumas vezes perto da finalização. Como na bola de Barrios para Dudu, que cabeceou para fora, assustando o goleiro adversário.

Mas essa postura durou pouco. O Palmeiras afrouxou a marcação e diminuiu  a "pegada" que se via no começo do jogo, fazendo com que o São Bento ganhasse espaço, chegando cada vez mais perto de fazer o seu gol de empate, que saiu aos 33 minutos, após cobrança de escanteio. A defesa alviverde pareceia estar dormindo, pois não viu que o jogador Éder, estava sozinho para fuzilar Fernando Prass.

Tudo igual no Pacaembu.

O Verdão ainda teve uma pequena reação após o gol adversário, com uma bomba batida pelo novato Jean. Bola pra fora.

O time de Sorocaba, mostrou muita garra e continuou pressionando o Palmeiras, que à essas alturas, parecia estar perdido em campo.

Aos 40 minutos, o zagueiro Leandro Almeida, comete um erro inadimissível e praticamente entrega a bola nos pés do adversário, que além de deixá-lo no chão, com um drible desconcertante, vira a partida, fazendo um gol laço, sem chance para a defesa de Prass.

O time saiu de campo, ao som das vaias e xingamentos da torcida, endereçados à Leandro Almeida, que foi "protegido" pelos colegas de elenco e estava visivelmente abalado.

No segundo tempo, o Palmeiras entrou um pouco mais organizado, mostrando mais atenção e diminuindo os espaços deixados na primeira etapa. O que deu ao time mais consistência no contra-ataque.

Em vários momentos o gol de empate quase saiu, como no passe perfeito de Lucas para Dudu, o atacante chuta forte e a bola passa muito perto do gol de Enal. Ou, na cobrança de lateral batida por Robinho, a bola sobrou para Jean cabecear para fora.

O gol "salvador" que igualou o placar, só veio nos acréscimos, quando já passava dos 45 minutos. Robinho cobra um escanteio e joga bola na área, que chega a resvalar no adversário, mas que encontra o oportunista Vitor Hugo. Gol do Palmeiras. 2x2.

O empate foi providencial, mas não agradou a torcida, porque o Palmeiras não jogou o que se esperava de um time que está jogando em casa, contra um adversário bem mais fraco.

Além da desatenção e de erros básicos, o Palmeiras deu a impressão de estar de "salto alto" em alguns momentos, como disse Robinho no intervalo, "acho que a gente achou que o jogo parecia mais fácil do que realmente estava..."

De qualquer forma, esse resultado não é para alarde, mas sim para consertar definitivamente os erros trazidos da temporada anterior e enfim, acertar a dinâmica de jogo.

Não dá para viver de fé, apenas acreditando que alguma bola sobrará no último momento, afinal, o Alviverde Imponente tem pela frente, não só os times paulistas, mas a Libertadores da América, que exigirá muito mais do que foi visto ontem.

Deus ajuda a quem cedo... consegue corrigir os erros e colocar toda a sua gana na chuteira.

Alê Moitas