UM SENTIMENTO VERDE, BRANCO E GRENÁ

 

Uma pilhéria foi essa semifinal da Taça Guanabara contra o clube de regatas, dentro do Campeonato Carioca organizado pela FERJ. A começar por agendar um Clássico numa quarta-feira, oito e meia da noite. Depois pela duvidosa atuação do trio de arbitragem com os erros grosseiros cometidos durante a partida, claro que sempre em prol do rival, Nosso Fluminense marcou quatro gols e teve dois deles anulados, além de um pênalti de Gustavo Henrique em cima de Fernando Pacheco que o senhor juiz da FERJ invalidou com o uso do VAR. 

Deixo claro não usar a "entidade" como desculpas para o placar final, nós também pecamos. Erramos por demais no primeiro tempo. Assisti a um elenco completamente perdido em campo e que, para piorar, levou dois gols em nove minutos. Pressionados pela forte marcação efetuada pelo adversário no meio de campo, nosso elenco ficou sem espaço e acuado no setor defensivo. Horrível a falha de Henrique que, ao tentar passe para Digão, entregou a bola de bandeja para aquele jogador que fez o segundo contra meu Tricolor. 

Outro fator determinante foi a escalação equivocada de Odair Hellmann. Matheus Ferraz no banco e Digão como defensor é uma ignorância futebolística, com todo respeito. Hudson estava à disposição e seria uma boa opção, assim como M. Araújo que nem relacionado foi. Já está mais do que na hora do técnico encaixar o Ganso no time sem adiantar Nenê, muito menos colocá-lo para jogar como segundo volante. 

Vamos ao segundo tempo e a total inversão de papéis: o Fluminense assumiu o protagonismo e passou a ditar o ritmo. Cresceu dentro das quatro linhas. Mesmo com terceiro gol do adversário aos quatro minutos, nosso elenco lutou com valentia. Acredito que a entrada do talentoso Fernando Pacheco, no lugar de Wellington Silva, mudou por completo o estilo do jogo, por sua disposição e entrega. Me encantou.

Meu grande amor abriu o placar aos quinze minutos numa jogada ensaiada iniciada com cobrança de falta de Nenê até a cabeçada fatal de Luccas Claro. Minha torcida finamente pôde soltar o grito de Golllllll preso na garganta. O elenco tornou-se mais aguerrido e, dez minutos depois, fez nova festa nas arquibancadas com o segundo tento. Desta vez com sagacidade de Evanilson ao vencer a disputa pela sobra da bola e o deslocamento do goleiro oponente. 

Foto: Arquivo Força Flu

 

A reação do meu Tricolor foi visível e eles buscaram a virada até o apito final e foi justamente o dono deste apito o algoz. O circo das duas cores foi montado depois do nosso segundo gol. Os jogadores das duas cores foram até o árbitro da FERJ reclamar impedimento e este cedeu e consultou o VAR. Para a tristeza dos milionários atletas o gol foi legal. 

Odair Hellmann resolveu fazer alguma coisa e sacou Marcos Paulo para a entrada de Caio Paulista. Na sequência, Nenê furou a marcação e passou a bola para Fernando Pacheco, um colírio para os olhos na arte do futebol, que tirou o goleiro deles do lugar e deu belo chute cruzado e estufou a rede. Alegria tricolor durou segundos. O senhor juiz assinalou impedimento com o uso do VAR. 

Ganso entrou em campo para a saída de Henrique quase no final do jogo e contribuiu na tentativa do empate. Aos 45’ Fernando Pacheco entrou veloz na área adversária e foi puxado pela camisa por um atleta rival. O senhor juiz da FERJ fez a egípcia e, apesar de ter atendido aos apelos dos jogadores do meu Fluminense e conferido a jogada no VAR, mandou seguir. 

Oito minutos de acréscimo. Partida ganhou um tom dramático e meu time dos brabos foi firme na batalha e insistiu no empate. Outra chance surgiu. Nenê cruzou, Digão desviou para Caio Paulista colocar na rede. Adivinha? Senhor juiz da FERJ assinalou impedimento. Sangue e lágrimas em meus olhos diante. O clube de regatas fez cera até o apito final, arregou ao sentir no campo a pressão do Fluminense. 

Afirmo aqui, com todas as letras, que a vaga era nossa pela postura combativa do elenco na segunda etapa. Vencemos o jogo pelo futebol e sem nenhuma ajuda da arbitragem da FERJ. Na verdade, meu grande amor NUNCA foi favorecido por nada semelhante e isso faz nossa torcida ter orgulho. 

Meu carinho a todos os Tricolores presentes e muito amor pela festa feita pela Força Flu, Young Flu, Fiel Tricolor e Garra Tricolor. Gratidão ao Balu, presidente da Força, pelo material, assim como ao Saulo Pugginelli, da Garra Tricolor. 

Foto: Arquivo Força Flu

 

Essa resenha é para você Kso Costa, grande parceiro que "assistiu" a partida comigo via Messenger. Valeu demais a troca, o apoio e por me fazer sorrir depois das lágrimas. 

Sentimento final? Orgulho de ser Tricolor. Nós somos a história - 1902. 

 

Fluminense Eterno Amor 

 

Carla Andrade

 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Mulheres em Campo.