Uma nação de 40 milhões de apaixonados

O sangue que corre nas nossas veias é vermelho. Vermelho e preto. Sangue pulsa por uma paixão que nos acompanha desde pequenos, que faz o coração bater mais forte ao ver o Flamengo entrar em campo, que nos faz nos emocionar, juntar à massa e cantar em uma só voz à nossa maior paixão.

Ser Flamengo é algo inexplicável desde o início. Muitos não sabem como viraram Flamengo. Uns nasceram assim, outros contam apenas que foram tomados de uma paixão arrebatadora e se renderam a ela. E é um sentimento avassalador. Forte, que traz raça, sorrisos, lágrimas, arrepios e é tão poderoso que nem as maiores dificuldades, as piores campanhas são capazes de nos tirar a alegria de ser rubro-negro. Aliás, a própria história do Flamengo nos mostra que é nos momentos de maiores adversidades que o flamenguista se agiganta, que demonstra todo o seu amor pelo vermelho e preto do Mengão.

E a nossa maior emoção é cantar, vibrar, ver o nosso plantel entrar em campo para mais um peleja. E não importa se estamos no Rio de Janeiro ou bem longe dele. O sentimento é o mesmo e a gente canta e grita mesmo longe, mesmo que não nos ouçam. Estamos longe mas ligados, por uma paixão muito maior. E na hora que sai o gol, a voz parece que some, o coração parece que sai pela boca e até lágrimas surgem na face desta nação que mesmo com todas as dificuldades é a mais feliz e a maior da Terra.

Vestir o manto sagrado é uma honra, um orgulho é honrar as cores de um time que surgiu com dificuldades. Vestir o vermelho e preto é reverenciar Zizinho, Júnior, Tita, Rondinelli, Dida, Cantarelle, Uri Gueller, Nunes e do nosso rei, Zico. E até os nossos adversários acabam se rendendo ao Flamengo e tem que admitir, que a nação rubro-negra é a maior e mais feliz do mundo. Lembro de Nélson Rodrigues, tricolor convicto, mas que admitiu em uma das suas crônicas.

“E não sei quantos Tricolores saíram para fundar o Flamengo. Nos grandes jogos, o estádio Mário Filho é inundado pela multidão rubro-negra. O Flamengo tornou-se uma força da natureza e, repito, o Flamengo chove, troveja, relampeja. Eis o que eu pergunto: os gatos pingados, que se reuniram numa salinha, imaginavam as potencialidades que estavam liberando?”

Ser flamenguista também é ter fé. Acreditar no impossível e não teria padroeiro mais adequado do que São Judas Tadeu, que roga pelas causas impossíveis. Quem ousa contestar as benditas velas que foram acesas em devoção à São Judas Tadeu na década de 50? Quem ousaria dizer que não foi nosso padroeiro que nos levou ao Japão em 1981? Quem em sã consciência negaria que aquela bola improvável do Pet em 2001 foi obra do Tadeu? Quem seria louca de dizer que 2009 foi sorte? Uma pessoa que não entende esse amor, essa dívida, essa devoção!

Somos uma vez Flamengo, sempre e até morrer e o nosso orgulho ultrapassa fronteiras, desconhece limites. Alguns são loucos, malucos, desesperados, mas nós? Nós somos a nação mais apaixonada do mundo. Tanto que nem precisamos nos declarar rubro-negros, o nosso sorriso feliz já entrega qual é o motivo dele: nós torcemos para o Flamengo. O clube mais lindo e mais encantador que existe. Muitos dizem ser Flamengo de coração, já eu, prefiro dizer que sou Flamengo de alma... pois o coração um dia para de bater e morre, mas a alma é eterna, assim como meu amor por você: Clube de Regatas do Flamengo!

 

Por Bárbara Lima e Camila Leonel

 

 

 

 

 

 

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