Uma vitória com raça, amor e sufoco!

 

 

Após o apito final do juiz, os jogadores do Flamengo caíram exaustos no gramado do estádio Kleber Toledo, em Cariacica. Alguns levaram as mãos ao rosto, não pareciam acreditar no que havia acabado de acontecer. Outros tinham a expressão como se tivessem tirado um peso das costas. E não era para menos. O jogo contra a Ponte Preta, de fato, foi tenso, mas o gol salvador de Fernandinho no fim do jogo, que uma semana atrás brilhou e marcou o gol da classificação na Sul Americana, deu os três pontos para o Flamengo e deixa o time a três pontos do líder, Palmeiras.

O Flamengo não jogou o seu melhor futebol e a Ponte Preta, sem maiores cerimônias, não deu espaço ao Flamengo. Mas o Flamengo seguia equilibrando o jogo e também pressionava a Macaca como podia. Até que aos 13 minutos, após cobrança de escanteio de Everton, Réver escorou para  Leandro Damião desviar.  Aranha, atento no lance fez grande defesa, mas no rebote estava Gabriel, que de testa mandou a bola para o fundo das redes. Flamengo 1 a 0.

 

Gabriel fez o gol que abriu o placar para o Flamengo em Cariacica (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Foto: Gazeta Esportiva


 

Vantagem no placar tranquilidade para o Flamengo, certo? Errado. Após o tento, o time de Zé Ricardo viu a Ponte crescer no jogo e os ponte pretanos começaram a gostar do jogo.  Gostaram tanto que começaram a ter mais posse de bola, melhores chances e se tornaram melhores em campo. O Flamengo se defendia como podia e Muralha garantia lá atrás. Quando Muralha não era suficiente, o Flamengo contava com as finalizações erradas da Ponte. Mas tanta persistência não se transformou em empate. Não no primeiro tempo.

Logo no começo da segunda etapa, William Pottker entrou em campo e o bruxo da Ponte mostrou porque é um dos principais jogadores da Ponte Preta. Aos 21 minutos,  após defender um chute do ataque do Flamengo, o goleiro Aranha rapidamente lançou para Pottker, que estava no meio campo e saiu avançando pelo lado esquerdo, na entrada da área, o jogador chutou cruzado, sem chances para Muralha defender. Ponte 1 a 1.

O empate, que nem sempre é o pior dos resultados, se tornava catastrófico para o torcedor do Flamengo que viu o Palmeiras virar o clássico contra o São Paulo e chegar aos 46 pontos. O Atlético Mineiro havia ganhado mais cedo e estava com 42 pontos, caso terminasse 1 a 1, o Fla terminaria com 41 pontos e perderia a vice-liderança. O clima tenso tomou conta do Kleber Andrade.

O gol deu moral à Ponte, que continuou atacando. A situação do Flamengo começou a mudar  quando Zé Ricardo sacou Márcio Araújo para a entrada de Mancuello, mostrando que queria sair com a vitória. A substituição deu certo. Mancu começou a articular mais jogadas no meio campo, mas o Flamengo parava em Aranha. Até que aos 32 minutos, Fernandinho entrou em campo no lugar de Everton. Os flamenguistas viriam a história se repetir, quando o mesmo atacante entrou para transformar os semblantes sofridos das arquibancadas em euforia? A resposta veio aos 44 minutos.  Após bola na área da Ponte, a zaga rebateu, Diego tentou, de forma desajeitada uma bicicleta. No rebote, Fernandinho apareceu para fazer o segundo gol rubro-negro. Explosão de alegria nas arquibancadas, alívio para os jogadores, que se abraçaram em campo.

 

Fernandinho fez o gol da vitória do Fla aos 44 minutos do segundo tempo (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Foto: Gazeta Esportiva

 

Logo após o gol, uma bola da Ponte ainda passou perto do gol do Flamengo, mas foi para fora. O Fla ainda teve mais quatro minutos de acréscimos para  segurar o placar. Saiu com a vitória, com três pontos e se mantém na vice liderança. O próximo desafio será no sábado contra o Vitória, no Barradão. A caçada ao líder continua.

 

FLAMENGO 2 X 1 PONTE PRETA

 

Local: Kleber Andrade, em Cariacica (ES)

Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL)

Flamengo: Alex Muralha, Pará, Réver, Vaz e Jorge; Márcio Araújo (Mancuello, 25'/2°T), Arão e Diego; Everton (Fernandinho, 32'/2°T), Gabriel (Marcelo Cirino, intervalo) e Leandro Damião. Técnico: Zé Ricardo.

Ponte Preta: Aranha, Nino Paraíba, Douglas Grolli, Fábio Ferreira e Reinaldo; João Vitor (Felipe Azevedo, 16'/2°T), Wendel, Clayson, Rhayner (Abuda, 26'/2°T) e Thiago Galhardo; Roger (William Pottker, 11'/2°T). Técnico: Eduardo Baptista.

por Camila Leonel