VALORIZEMOS OS QUE AQUI ESTÃO

 

Apresentação de Honda levou muitos torcedores do Botafogo ao Nilton Santos - Vítor Silva/Botafogo

Foto: Vitor Silva/Botafogo


 

No último final de semana foi aniversário do mais novo queridinho dos botafoguenses, Keisuke Honda. Por só ter atuado uma partida antes da quarentena, em que marcou um gol de pênalti, o meia caiu nos braços da torcida muito mais pelo que vem fazendo fora de campo. Apesar de não ser nativo do país, Honda é um dos poucos jogadores que atuam no futebol brasileiro e hoje se posicionam mediante ao cenário. 

Desde a sua vinda, o japonês se comunica muito por suas redes sociais com a torcida alvinegra, algumas vezes até mesmo em Português, o que o aproximou muito dos botafoguenses. Inclusive, vale dizer que muito da sua chegada se deu pelo fato da imensa mobilização dos torcedores pelo Twitter, quando a vinda de Honda ainda era só uma especulação. 

A expressão de seu posicionamento pode ser uma consequência da maturidade adquirida ao longo de seus 34 anos e extrema vivência no meio do futebol. Um jogador é uma figura pública e, tendo tamanha influência como tem o japonês, é muito significativo que se expresse diante do cenário atual, principalmente pelo fato do Botafogo ser o único clube carioca, além do Fluminense, a não concordar com a volta do futebol.  

Muito se falou de Yayá Touré, até vídeo vazou. Depois veio a suposta ida para o Vasco e mais ainda o nome de Yayá era citado. Que falemos de Honda. Que falemos de quem está aqui porque QUIS ESTAR. Que falemos de quem já honra a camisa alvinegra. 

Quando tudo, no seu devido tempo, voltar ao normal, poderemos admirar Honda também dentro de campo. Pelo menos é o que desejamos. O japonês encheu o aeroporto e o Nilton Santos na sua apresentação. Honda representa ver o nome do Botafogo na mídia internacional, esperança de ter um jogador renomado e renovação no astral em General Severiano. Que valorizemos isso!

 

Por Deborah Rocha, colunista do Botafogo

 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Mulheres em Campo.