Venceu mas não convenceu

 

 

 

Surpreendente mas não encheu os olhos, assim podemos resumir a goleada do Santos contra o Vitória no último domingo (3).

 

 

 

Foto: Março Galvão/Agência Estado

 

 

Após cinco jogos sem vencer e quatro sem marcar gols, o Peixe desencantou. Há quem diga que seja resultado da pressão da torcida, da invasão no CT, da vergonha na cara dos jogadores. Eu ainda prefiro acreditar que eles não fizeram mais do que a obrigação deles.

O triunfo contra o Vitória, convenhamos, não serve de parâmetro. Sem menosprezar o adversário, a equipe do Santos só conquistou vitórias no campeonato com equipes que beiram a zona de rebaixamento, e quando enfrenta equipes lá da ponta, o resultado é completamente diferente.

 

Há alguns meses, li um texto onde dizia que a decadência alvinegra vinha desde aquela final do Campeonato Paulista de 2016, aquela contra o Audax, você lembra né? O último título paulista do Santos, que desde então não conquistou mais nada. A afirmação do autor do texto me fez refletir e constatar que realmente o Santos se perdeu desde então. Se perdeu dentro de campo e principalmente fora dele.

 

A necessidade de poder dentro do Santos Futebol Clube é o que ganhou destaque nos últimos tempos e o futebol, meus amigos, foi deixado em último plano.

Promessas, aumento do déficit do clube, omissão, crise, falta de contratações e um elenco completamente limitado.

"Prometemos comprometimento e bons resultados", eles diziam. Mas na prática, a história é outra.

 

Na prática teremos um clássico na quarta-feira, na Arena Corinthians, contra o rival alvinegro da capital. Em duelo de gigantes, confesso que a expectativa é baixa, no fundo espero ser surpreendida, clássico é clássico, não é mesmo? Tudo pode acontecer. Mas se compararmos as peças de cada equipe, o adversário é mil anos luz melhor que o Santos. E bom, isso não temos nem como negar.

 

Na prática o Santos depende de Rodrygo e de Vanderlei, o santo alvinegro que a cada jogo faz milagres. Na prática o Santos necessita de um novo treinador, de uma repaginada no elenco, de uma liderança forte.

 

Na prática o Santos precisa de uma diretoria que dê as caras, que cumpra o que prometeu e não faça pior que seu antecessor. O Santos precisa e deve mostrar em campo e fora dele o porque foi considerado um dos maiores times do mundo e não se porte como "mais um" clube.

Que a camisa alvinegra seja honrada por onde for, pelos atletas e pelos homens de terno. Menos interesse e mais amor.

 

 

 

Carolina Ribeiro